DO BLOG DO PROVOCADOR: OS DERROTADOS

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Os derrotados da eleição

A guerra acabou. Dilma Rousseff é presidente do Brasil. Para chegar até aqui, teve que enfrentar uma das batalhas mais violentas da história da República. E venceu.

Derrotou não só seu adversário, José Serra, mas também um exército implacável, cruel e muito poderoso: os principais grupos de comunicação do país. Estes são os grandes derrotados nesse dia de glória para a democracia.

Os milhões de votos recebidos pela candidata petista são a prova gigantesca de que os brasileiros nunca mais se deixarão ser manipulados. Nem permitirão ser tratados como gente ignorante. O povo, definitivamente, não é bobo.

Durante meses, houve um bombardeio incessante de manchetes, chamadas, apelos, boatos e factoides. Um massacre impiedoso, orquestrado. Em fiapos de verdade, urdiram uma rede de mentiras e preconceitos.

Não bastou ser atacada durante o horário eleitoral gratuito. Isso faz parte do jogo. Infame foi ser fustigada diariamente pela propaganda política voluntária dos barões da mídia.

Dilma Rousseff e milhões de brasileiros enfrentaram o maior jornal do país, a Folha de S.Paulo. E a maior emissora de TV, a Globo. A revista de maior tiragem, a Veja. Nessa tropa de choque incansável também perfilam os jornais O Estado de S.Paulo e O Globo. Turma da pesada.

Nos próximos dias, sempre às 10h e às 16h, vamos usar este espaço para detalhar a forma como esses derrotados agiram do alto de seus palanques. Como pisotearam a liberdade de imprensa.

Cada um com seus soldados. Ou capangas. Tanto poder para quê? Tanta arrogância, fulminada pela força das urnas. Os que escrevem e entrevistam e ditam editoriais ficaram mudos. Quem manda, senhores do universo, é quem lê, quem ouve, quem vê. Os vitoriosos. Deste Brasil.

O INVEJOSO

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EM PRIMEIRA MÃO: CAPA DA EDIÇÃO ESPECIAL DA VEJA QUE CIRCULARÁ AMANHÃ

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Lambido do Blog Universae

MINAS ELEGE DILMA

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Dilma é eleita presidente em Minas Gerais

Luisa Brasil- do Portal UAI

Publicação: 31/10/2010 19:23 Atualização: 31/10/2010 19:35

Com 94% dos votos apurados em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, Dilma Rousseff (PT) foi eleita presidente no estado. Até às 19h23 deste domingo, a petista teve 58,2% dos votos válidos (5.838.036 votos) contra 41,8% (4.192.110 votos) de José Serra (PSDB).

Historicamente, o candidato que vence em Minas Gerais vence a eleição também no país. Foi assim nas duas eleições de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2002 e 2006, e nas duas eleições de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994 e 1998.

O índice de abstenções, de acordo com a apuração parcial, foi de 20,85%. Entre o eleitorado mineiro, 2,58% votaram em branco, enquanto 4,56% votaram nulo.

O PIG SIFÚ! - SEJA BENVINDA PRESIDENTA DILMA

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O DEMOBONECO ÍNDIO MERENDINHA APROVEITA O QUE RESTA DOS SEUS 15 MIN. DE FAMA PARA ENTRAR PARA A HISTÓRIA COMO O MAIS IDIOTA CANDIDATO A VICE DO BRASIL

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Indio: Lula sai da eleição do tamanho de um Playmobil

Agência Estado

Publicação: 31/10/2010 12:44 Atualização:

O candidato a vice-presidente na chapa do PSDB à Presidência da República, José Serra, Indio da Costa (DEM-RJ), afirmou hoje, à Agência Estado, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "sai do tamanho de um Playmobil", da eleição. A afirmação de Indio, comparando Lula ao pequeno boneco de plástico, foi uma resposta às críticas feitas pelo petista que, ao votar em São Bernardo do Campo (SP), disse que Serra saía "menor da campanha".

Indio chegou atrasado no Colégio Santa Cruz e perdeu a votação de Serra. O parlamentar afirmou que veio em um voo comercial do Rio para São Paulo e demonstrou otimismo porque "muitos paulistas estavam voltando (do Rio) para votar", afirmou. O candidato afirmou ainda ter certeza que resultado da eleição será apertado e questionou os dados das pesquisas, que apontam a vitória de Dilma Rousseff (PT). "Acredito nas pesquisas que a gente fez, que são pelo sistema de probabilidade; o cálculo por cotas que os outros institutos fazem não funciona", concluiu

OLHA SÓ QUEM APARECEU!

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AMANHÃ, MINAS GERAIS ACERTARÁ AS CONTAS COM O JUDAS, E FARÁ DA BELORIZONTÍSSIMA DILMA VANA ROUSSEFF A PRIMEIRA MULHER PRESIDENTA DO BRASIL

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Em homenagem ao Tio Rei:

"Não é lamentável dizer, pois é fato: a democracia brasileira, amanhã, respirará melhor sem José Serra"

DE FINA ESTAMPA, O NOVO BARÃO DA MÍDIA DÁ O SEU RECADO

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LITERALMENTE "DES-SOLADO", FHC CONFESSA: "TUDO QUE ELE ME PEDIU EU FIZ. ENTÃO, ME ESCONDI. E DAÍ?"

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Lambido do Portal Terra

Sem a sola do sapato, FHC diz que fez tudo o que Serra pediu

Questionado durante toda a disputa presidencial por sua pouca participação na campanha de José Serra (PSDB), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, nesta sexta-feira (29), que suas aparições se deram conforme a demanda do candidato tucano. "Tudo que ele pediu eu fiz", afirmou FHC.

O ex-presidente participou de uma caminhada pró-Serra no Centro de São Paulo ao lado do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB), do senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Entretanto, a presença de FHC teve de ser abreviada, porque ele perdeu a sola dos seus dois sapatos e com isso, não pôde continuar andando.

O incidente teria sido causado por um segurança da própria equipe do PSDB que, em meio à confusão que a presença dos políticos acarretou nas ruas, teria pisado no sapato de Fernando Henrique. Na sequência, o ex-presidente se afastou do tumulto e se recolheu na sede de seu instituto, que fica próxima ao local da passeata. FHC achou graça da situação e disse que assim é que se faz uma campanha boa, gastando a sola dos sapatos.

Sobre as expectativas para a eleição do próximo domingo (31), FHC disse que acredita na virada de Serra. "Sou sempre otimista. Dá pra virar e dá pra ganhar". Perguntado se o Estado de Minas Gerais seria mesmo o fiel da balança nessas eleições, o ex-presidente respondeu: "e São Paulo também. Não é só Minas não".

COM SERRA ERGUENDO UMA IMAGEM DE SANTA, JORNALECÃO BANDIDO DE MG REPRODUZ TROLÓLÓ PAPAL PARA ENGANAR O LEITOR

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COMPRA DE VOTOS - QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE NÃO É MERA COINCIDÊNCIA. TUCANOS NÃO DISFARÇAM, FAZEM TUDO ÀS CLARAS

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Depois se serem pegos no pulo pela PF distribuindo cestas básicas em Caxias do Sul, veja aqui, encontrei mais esta beleza num blog denominado Eu vou de #Serra45.

Com tanta coisa para ilustrar as suposta cinco qualidades do Zé Baixaria, tais como, bolinhas de papel, dedos da mão, tucaninhos, carequinhas do Serra, os sujeitos não titubearam e escolheram logo um cédula de R$5,00.

Dá prá acreditar que essa gente é do bem?

MESMO VISIVELMENTE ABALADOS PELA MORTE DE NESTOR KIRCHNER, CASAL45 DÁ AS BOAS NOVAS DO IBOPE PARA O SELECTO PÚBLICO DO JN

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PROFISSIONALISMO É ISSO, O RESTO É TROLÓLÓ!

IBOPE VOTOS VÁLIDOS - DILMA 57% - SERRA 43%

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Lambido do G1

28/10/2010 20h02 - Atualizado em 28/10/2010 20h02
Ibope mostra Dilma com 57% dos votos válidos e Serra com 43%
No total de votos, petista obtém 52% das intenções, e tucano, 39%.
Margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1, em Brasília

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (28) aponta Dilma Rousseff (PT) com 57% dos votos válidos e José Serra (PSDB) com 43% na disputa em segundo turno pela Presidência da República.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, Dilma pode ter entre 55% e 59%, e Serra, entre 41% e 45%. O critério de votos válidos exclui as intenções de voto em branco e nulo e os indecisos.

Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último dia 20, Dilma aparecia com 56% dos votos válidos e Serra com 44%.

O Ibope entrevistou 3.010 eleitores, de 26 a 28 de outubro. A pesquisa foi encomendada ao instituto pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de protocolo 37596/2010.

Votos totais
Pelo critério de votos totais (que incluem no cálculo brancos, nulos e indecisos), Dilma Rousseff soma 52% das intenções de voto, e José Serra, 39%. As intenções de voto em branco ou nulo acumulam 5%, segundo o Ibope. Os eleitores indecisos são 4%.

Nos votos totais da pesquisa anterior do Ibope, do último dia 20, Dilma tinha 51%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 5%, e indecisos, 4%.

SEGUINDO A RECENTE ORIENTAÇÃO DO PAPA SOBRE O ABORTO, QUAL "JUÍZO MORAL" DEVEMOS FAZER DA CANDIDATA A PRIMEIRA DAMA DO BRASIL?

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ASSASSINA DE CRIANCINHA???

PROFESSORES DA UFMG DECLARAM APOIO A DILMA E DIZEM QUE CANDIDATA É O ANTÍDOTO À CORRUPÇÃO

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Professores da UFMG declaram apoio a Dilma

Estado de Minas

Publicação: 27/10/2010 18:48 Atualização: 27/10/2010 21:32

Mais de 400 professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reafirmaram seu apoio à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ex-aluna da instituição, em manifesto divulgado na última semana, durante o encontro com prefeitos do interior de Minas, realizado na sexta, dia 22.

No manifesto entregue à candidata, os profissionais dizem não abrir mão de Dilma porque querem "Ações efetivas para a superação das centenárias exclusões e opressões que o Brasil apenas nos últimos anos começou a vencer. (...) Esse é o antídoto à corrupção que ameaça os próprios fundamentos da política em nosso pais".

O documento diz ainda "Não abrimos mão do amor à Esperança, o valor que exprime a certeza sobre um bem que virá. É preciso – e é hoje possível – imaginar em breve um Brasil sem miseráveis e sem violência; sem racismo e sem machismo. Um Brasil capaz de garantir o acesso universal à educação pública de qualidade em todos os níveis de ensino".

Clique aqui e veja os nomes dos 438 profissionais que assinaram o documento.

Integra do manifesto feito em apoio entregue a Dilma

Professores da UFMG votam dilma
Por amor à verdade


O que é uma pessoa sem sua própria dignidade e sua honra pública?

Destruir a honra e a dignidade de alguém é mais do que silenciá-la, é pronunciar, sem direito de defesa, a sua morte pública.

Tão antiga quanto a política, é a figura do caluniador, da voz que age em falso e mobiliza o submundo dos preconceitos inconfessáveis, dos ódios sem nome e fanatismos.

A calúnia e a mentira são figuras da barbárie. Destroem o espaço público, minam o diálogo entre os diferentes, corrompem os compromissos básicos com os direitos, instauram a violência na própria cena da democracia.

Nós, professores da Universidade Federal de Minas Gerais, estamos aqui para reafirmar a homenagem e o elogio feito por essa Universidade à sua ex-aluna, Dilma Roussef, durante a cerimônia de entrega do título de Aluno Destaque da UFMG, ocorrida em setembro de 2008.

O elogio, essa espécie de canto do mundo público, no mesmo ato em que confirma as virtudes da cidadã Dilma Rousseff, também afirma os compromissos com os valores e princípios que devem mover sua candidatura à presidência da República neste segundo turno.

Em primeiro lugar, afirmamos o amor pela Liberdade, fundamento da condição humana, e pela Democracia, fundamento de um povo. Queremos mais liberdade de expressão, mais pluralismo, mais cidadania ativa, mais virtude cívica na vida pública, nos partidos e nas eleições.

Reafirmamos o amor à Justiça, companheira inseparável da Liberdade, à universal e simétrica garantia dos mesmos direitos e deveres para todos os brasileiros. Não abrimos mão de ações efetivas para a superação das centenárias exclusões e opressões que o Brasil apenas nos últimos anos começou a vencer.

Reivindicamos o amor à res publica, à coisa pública. Esse é o antídoto à corrupção que ameaça os próprios fundamentos da política em nosso país.

Celebramos o amor ao Brasil, à sua natureza e ao seu povo, na sua igualdade e na sua diferença, homens e mulheres de direitos iguais, com suas belas tradições culturais e etnias, no respeito ecumênico de suas religiões e crenças. O desenvolvimento do Brasil deve saber dialogar com o seu patrimônio natural e expressar a diversidade de sua cultura.

Não abrimos mão do amor à Esperança, o valor que exprime a certeza incerta sobre um bem que virá. É preciso – e é hoje possível – imaginar em breve um Brasil sem miseráveis e sem violência; sem racismo e sem machismo.Um Brasil capaz de garantir o acesso universal a uma educação pública de qualidade em todos os níveis de ensino.

Para nós, o sonho não acabou: ele está apenas começando. E é em nome dele que conclamamos ao voto no segundo turno em Dilma Rousseff.

15 MINUTOS DE FAMA - TAL COMO MARCOS VALÉRIO, "O GRANDE JORNAL DOS MINEIROS" CONSEGUE ENFIM O SEU LUGARZINHO AO SOL, TAMBÉM NAS PÁGINAS POLICIAIS

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Diretor de jornal mineiro será convocado a depor na Polícia Federal
MARCELA ROCHA, Portal Terra

A Polícia Federal vai convocar o diretor de redação do jornal Estado de Minas, Josemar Gimenez, para prestar depoimento sobre o caso de quebras de sigilo fiscal de tucanos e familiares do presidenciável José Serra (PSDB). Os investigadores querem saber se o jornalista já indiciado no caso, Amaury Ribeiro Jr., encomendava documentos sigilosos - protegidos por lei - em nome do jornal para qual trabalhava. Segundo a PF, o depoimento ainda não tem data marcada para acontecer.

Conforme as investigações comandadas pelo delegado Hugo Uruguai, o jornalista encomendou declarações de renda de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, da filha e do genro de Serra.

Jornalista do Estado de Minas, Amaury estava formalmente em férias quando foi a São Paulo buscar as declarações de renda - entre 29 de setembro e 8 de outubro do ano passado. À época, Serra e o então governador, Aécio Neves (PSDB-MG), disputavam internamente quem seria o presidenciável do partido. Os petistas, portanto, levantaram suspeitas de que o mineiro teria encomendado as investigações contra Serra.

Segundo Amaury, suas pesquisas começaram após ser informado sobre um grupo - ligado ao deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) - que estaria investigando Aécio.

Amaury foi indiciado, ainda na segunda, por quatro crimes no inquérito da violação do sigilo fiscal de lideranças tucanas e familiares de Serra. De acordo com o parecer da PF, o jornalista cometeu os crimes de violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documento falso e oferecimento de vantagem a testemunha.

CERTAMENTE, O QUE DIZ O IMBECIL DA VEJA NÃO É O QUE PARECE PENSAR O POVO ARGENTINO

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"É lamentável dizer, mas é fato: democracia argentina, hoje, respira melhor sem Néstor Kirchner"

Por Reinaldo Azevedo


Néstor Kirchner poderia estar sendo saudado como o homem que liderou o processo de reconstrução da Argentina, que chegou a uma espécie de grau zero da legalidade. Em vez disso, a democracia é que dá certo suspiro de alívio.

A sorte lançou o político relativamente obscuro e provinciano ao primeiro plano da política. Num governo que teve de ser de união nacional, usou a liderança e o enorme poder que conquistou para liquidar seus inimigos internos no peronismo e deu um jeito de continuar no poder por intermédio de Cristina Kirchner, sua mulher, eleita presidente em outubro de 2007. Em julho daquele ano, passei as férias na Argentina. Embora Cristina fosse senadora por Buenos Aires, bastante conhecida, a verdade é que os argentinos votavam em seu marido. Ela era, de fato, a “muié do Kirchner”.

Em seu “segundo mandato”, os Kirchner decidiram adaptar as instituições a seu projeto político: em vez de instituições fortes, o casal forte. No momento, o “kirchnerismo” trava uma renhida batalha contra a liberdade de imprensa, uma espécie de palavra de ordem que une vários governantes da América Latina que ou tiveram a sua origem na esquerda (não era o caso de Cristina e seu marido) ou adeririam à chamada “onda vermelha” no continente. Hugo Chávez, a quem o casal se associou no continente, foi quem chegou mais longe. O presidente da Venezuela, diga-se, está na raiz de um escândalo comprovado envolvendo a eleição de Cristina: o coronel enviou à Argentina uma mala cheia de dólares para financiar sua campanha.

Kirchner, que tinha o comando do Partido Justicialista, lutava para ser o candidato à sucessão da mulher em 2011 — e essa seqüência não deixa de ser, em si, esdrúxula. Mas vá lá: assim poderia ser nos marcos da democracia. Infelizmente, não é o que vinha acontecendo, não! Não se trata de saudar a morte de ninguém, evidentemente. Mas a democracia argentina, hoje, tem mais chances sem Kirchner do que com ele. Ele estava empenhado em fraudar as regras do jogo que o elegeram e fizeram dele um presidente poderoso e popular.

Não é o caso de usar a morte para extrair lições; basta uma constatação terrivelmente óbvia: por mais que os políticos e os partidos, especialmente os de corte autoritário, imaginem que podem fazer a história caminhar segundo a sua vontade, o acidente continua no comando.

Esses que se organizam para permanecer 20, 30 anos no poder têm de ter isto em mente: pode demorar, mas os molestadores da democracia morrem sempre antes da esperança.

FT: SERRA É A MELHOR ESCOLHA PARA PRESIDENTE - ENTÃO, PODE LEVAR PARA VOCES, A PARTIR DE 01/11/2010 ELE NÃO TERÁ MAIS NENHUM COMPROMISSO NO BRASIL

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Em editorial, Financial Times diz que 'Serra é melhor escolha para presidente'

Em editorial, o jornal britânico "Financial Times" defende nesta quarta-feira que o candidato do PSDB à presidência, José Serra, "é a melhor escolha para o Brasil".

No artigo, "Eleições Brasileiras - José Serra é a melhor escolha para presidente, por pouco", o jornal sustenta que os dois principais candidatos ao Planalto são bastante similares, mas a eleição de Serra afastaria uma possível influência de Lula no próximo governo.

"Ambos (Serra e a candidata do PT, Dilma Rousseff) são notavelmente similiares. São sociais-democratas que crêem em políticas pró-mercado com forte componente social. São tecnocratas inoportunos. E são também desprovidos de charme", diz o jornal.

"Onde as diferenças existem, são pequenas mas significativas. Serra é mais linha-dura em termos fiscais. Com boa vontade, ele poria um fim no uso de esquemas extraorçamentários recentemente aplicados para cumprir as metas fiscais." "Reduzir o gasto público, ainda ascendente apesar de uma economia em pleno vapor, também diminuiria as taxas de juros e assim limitaria a apreciação da moeda." Para o "FT", Serra também seria "menos indulgente" com o Irã, a Venezuela e Cuba.

Já Dilma, ressalta o editorial, "é a favor de um Estado maior, embora um quinto das maiores companhias de capital aberto já tenham, de uma forma ou de outra, ele entre seus cinco maiores acionistas".

"Mas a maior diferença talvez seja o papel que o popular padrinho de Dilma assumirá se ela ganhar - o que é provável, tendo em vista a sua vantagem de dez pontos nas pesquisas. Uma presidência paralela, como a de Putin na Rússia, é possível; assim como a volta de Lula ao poder em 2014 e 2018."

O artigo conclui afirmando que "pelo menos para interromper esta relação com o poder, Serra é a melhor escolha para o Brasil".

CNT/SENSUS VOTOS VÁLIDOS - DILMA 58,6% x SERRA 41,4%

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Lambido do Blog do Nobláblá

CNT/Sensus: Dilma 51,9%; José Serra 36,7%

Pesquisa CNT/Sensus, divulgada há pouco em Brasília, aponta a candidata à sucessão de Lula, Dilma (PT), com 51,9% das intenções de votos contra 36,7% de Serra (PSDB).

Votos nulos e aqueles que não souberam responder somam 11,5 %.

Em comparação com a pesquisa divulgada na última quarta-feira (20), Dilma subiu 5,1% e Serra caiu 5,1%.

Ao se verificar apenas os votos válidos (descontados os nulos e brancos), Dilma tem 58,6% contra 41,4% de Serra.

Em comparação com a última pesquisa Dilma cresceu 5,8% e Serra caiu o mesmo percentual, 5,8%.

Na pesquisa espontânea (em que não é apresentado o nome do candidato aos entrevistados), Dilma tem 50,4 %, Serra 35,7%.

Segundo a pesquisa, Serra apresenta o maior índice de rejeição com 43%. Em contrapartida, 32,5% dos entrevistados disseram que não votariam em Dilma.

Na última pesquisa, Serra tinha 39,8% de rejeição contra 35,2% de Dilma.

A margem de erro é de 2,2 % para mais ou para menos.

A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e realizada entre os dias 23 e 25 de outubro em 136 municípios de 24 estados. Foram feitas 2 mil entrevistas.

PROMESSA DE SERRA PARA BELO HORIZONTE: EXPANSÃO DO METRÔ ATÉ BETIM. PODEM ESPERAR SENTADOS QUE EM PÉ CANSA!

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CARTA À NAÇÃO DA CARPIDEIRA DA MASSA CHEIROSA

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Contagem regressiva

A cinco dias da eleição, a pesquisa Datafolha cristaliza a diferença de Serra e Dilma em 12 pontos dos votos válidos e assim define virtualmente o segundo turno no próximo domingo. Serra não tem armas para lutar por mais votos, nem espaço no eleitorado para crescer e virar a eleição.

Lula, Dilma, o governo, o PT e seus aliados levaram um susto com o resultado do primeiro turno, no dia 3, depois de atravessar meses cantando vitória - e uma vitória que esperavam acachapante. Mas, desde o início, as condições têm sido mais favoráveis a Dilma, apesar das vantagens objetivas do candidato Serra.

Com seus 80% de popularidade, e uma gestão bem avaliada, Lula inventou a candidatura Dilma, passou dois anos empenhado em fazê-la conhecida nacionalmente e não teve pudor em colocar a administração direta, as estatais e todos os meios, maquiavelicamente, para eleger a sucessora. Não poupou nem mesmo o próprio cargo de presidente.

Serra lucrou bravamente, a bordo de seu currículo exemplar de ex-presidente da UNE, 14 anos de exílio, deputado federal, senador, prefeito de São Paulo, governador do Estado mais poderoso do país. Mas não tinha arsenal político e estratégico para enfrentar o canhão Lula e seu exército.

Na reta final, quando Dilma surgia com a cara inchada e parecendo descomposta pelo baque de não chegar nem a 47% no primeiro turno, os tucanos animaram-se com a perspectiva de virada. Mas Lula e Dilma multiplicaram a campanha petista por dois, um para um lado, outro para outro. E conseguiram imagens muito fortes para o programa eleitoral. Uma delas foi a reunião com os artistas no Rio, à frente Chico Buarque. Conseguiram dois efeitos: seguraram a sangria e impediram que os votos de Marina migrassem para o tucano.

Em cinco dias, não há mágica, nem eleitor sobrando para uma virada pró-Serra, mesmo com a perspectiva de que ele tenha melhor desempenho no principal debate de toda a campanha, o da TV Globo, na sexta-feira à noite. Isso pode reforçar a imagem positiva para o pós-campanha, mas, por si só, não é capaz de reverter o quadro.

A eleição, portanto, caminha para a eleição da primeira mulher presidente no Brasil. Ou, na prática, para um terceiro mandato de Lula. A ver.

FELIZ ANIVERSÁRIO PRESIDENTE LULA, SEU PRESENTE ESTÁ A CAMINHO

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COMO SE DIZ POR AQUI NO CEARÁ, "PEIA MUITA!"

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SEM MEDO DE SER FELIZ, MAIS UMA VEZ!

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DATAFOLHA: DILMA 56% - SERRA 44%

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QUE PAÍS É ESTE ONDE A VIDA DE UM ATOR BEBUM TÊM MAIS REPERCUSSÃO NA MÍDIA DO QUE UMA LICITAÇÃO FRAUDULENTA DE MAIS DE R$4 BI DO GOVERNO PAULISTA?

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MORRE EM SP O SENADOR ROMEU TUMA

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[Foto: senador Romeu Tuma (PTB-SP)]

Lambido da Agência Senado

Morre o Senador Romeu Tuma

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) faleceu às 13h, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em decorrência de uma hemorragia. O corpo será velado na Assembléia Legislativa de São Paulo, conforme informações da assessoria do parlamentar.

O senador foi submetido, no último dia 2, a uma cirurgia cardíaca, para colocação de um dispositivo de assistência ventricular que auxilia o coração, chamado Berlin Heart. Desde então, seguia internado.

Carreira

Romeu Tuma nasceu em 4 de outubro de 1931, na cidade de São Paulo. Casado com Zilda Dirane, Tuma teve quatro filhos e nove netos. Descendente de imigrantes libaneses, ingressou na carreira policial aos 20 anos de idade. Tornou-se investigador por concurso público e, em 1967, delegado de polícia, após formar-se em Direito. Chegou então a Diretor de Polícia Especializada, na Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Entre 1977 e 1983, dedicou-se a esclarecer casos de seqüestros.

Em 1983, assumiu a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Exerceu, em seguida, a função de diretor-geral da Polícia Federal. Durante o governo de Fernando Collor (1990-1992), acumulou os cargos de superintendente da Receita Federal e diretor-geral da Polícia Federal.

Em 1991, passou a ocupar uma Vice-Presidência da Organização Internacional de Polícia Criminal (OIPC-Interpol), que congrega as polícias de 186 nações.

Em 1995, afastou-se do Poder Executivo para cumprir, pelo PFL, seu primeiro mandato de senador por São Paulo, com mais de 5,5 milhões de votos. Em 2002, reelegeu-se pelo PTB, com 7.278.185 votos, para o mandato até com fim em 2011. Em 2003, foi eleito 1.° Secretário da Mesa Diretora do Senado, o quarto cargo em importância na hierarquia parlamentar.

No Senado, foi Corregedor - cargo até hoje somente exercido por ele - e focou sua atuação em questões ligadas à segurança pública.

METRÔ DE SÃO PAULO - A CADA BURACO, UM ESCÂNDALO ENVOLVENDO A TUCANADA

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SEGUNDO O COLUNISTA "MAFIOSO" DE BETIM (DESIGNAÇÃO DADA PELOS MAFIOSOS DO ESTADO DE MINAS), DILMA ROUSSEFF ESTARIA À BEIRA DA MORTE

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PS1: Se voce estiver interessado em fazer um comentário sobre este macabro e instigante exercício de futurologia do Sr. Mediocreoli, pode ir tirando o cavalinho da chuva, ele não publica. e, invariavelmente, utiliza-se daquele expediente de "texto ofensivo ou com palavras de baixo calão".

PS2: Na minha singela opinião, o uso de palavras de baixo calão é pouco para contestar este canalha.

PS3: Em todos casos, o capo deixa o endereço de email disponível, o que já é alguma coisa. vittorio.medioli@otempo.com.br


PS4: Notem que, ao final deste agourento texto, o referido parece nos sugerir uma alternativa B. Não sei se bem entendi o que ele quiz dizer, mas acredito piamente que ele nos sugere votar no Zé Band-Aid e, por conseguinte, termos à nossa disposição a jovialidade do Índio da Bosta.

PS5: É a propaganda subliminar mais idiota que eu já vi na minha vida.


Bem, esta é a imprensa de Minas. Tamos fudidos!

Lambido daqui


O próximo Sarney

Mesmo desejando muita saúde, paz e felicidade a dona Dilma Rousseff, paira no ar o preocupante problema de sua saúde. No tumulto desta campanha, o PT conseguiu se esquivar do assunto que existe debaixo das cinzas e pode se manifestar a qualquer momento como uma súbita erupção do Vesúvio, sepultando a próspera Pompeia do lulo-petismo.

O maior desastre provocado por Tancredo Neves em sua longa trajetória política é ter deixado o cargo presidencial, cercado de grandes expectativas, a um sucessor de outro partido - descomprometido com seu ideário e proveniente da seara literalmente oposta. Tancredo escolheu Sarney pensando no "dividit et imperat". "Dividit" o PDS e "imperat" na República. Deu tudo errado.

O sacrifício desnatural empreendido por Tancredo para rachar a oposição e arrebanhar os votos necessários à vitória no então colégio eleitoral promoveu José Sarney, líder do partido adversário e fiel servidor da ditadura, como primeiro presidente de uma redemocratização que ficou adiada em alguns anos.

No regime de comunhão de bens da chapa de Tancredo, o PDS usurpou o cabedal do PMDB, afundou mais ainda a situação do país e lançou as bases para o nascimento de várias siglas partidárias, sem importância para a nação.

Faleceu Tancredo sem ter exercido um só dia de mandato e deixando o PDS onde sempre esteve: no poder.
A história se repete hoje? Está cedo para dizer que sim, mas é bem provável seguindo quanto indicam os atestados médicos e os pareceres abalizados. Dilma estaria usando hormônios esteroides (cortisona)- necessitada, portanto, de repouso longe do estresse do mandato.

Surge, assim, Temer, líder de uma colcha de retalhos que inclui desde o inabalável José Sarney e sua filha Roseana, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Newton Cardoso, Romero Jucá e satélites que respondem aos nomes de Fernando Collor, Cid Gomes, Roberto Requião e Sérgio Cabral, entre outros.

Se a cota exigida agora pelo PMDB é de dez ministérios, no futuro governo, 20 serão pouco no ambiente onde campeará a fraqueza de Dilma.

Mais adiante entender-se-á que, para domar o PMDB, alguém tratará de afundá-los em dossiês e escândalos. A confusão, dessa forma, não resulta agora de um exercício de futurismo, mas de uma simples pesagem do elenco de atores.

Ao fio de saúde que segura Dilma, e não só de sua capacidade pessoal, está dependurado todo o lulismo. Bem por isso o povo deveria ser alertado e ainda apresentada a variável B, aquela que poderá em breve ser a única à disposição, mesmo escondida a sete chaves.

O JEITO TUCANO DE GOVERNAR

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DO METAL CADENTE

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Revelação Surpreendente !

68 anos depois, a parteira de Serra confessa:
"É tudo minha culpa, eu joguei fora o bebê e fiquei com a placenta"



"ARISCO", ITAGIBA NEGA QUE SEJA O ARAPONGA DO ZÉ BAND-AID

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Lambido do Hoje em Dia

Itagiba rebate acusações de jornalista sobre espionagem


Amaury apontou deputado federal como responsável pela "obtenção de informações" sobre Aécio para beneficiar Serra

O deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) voltou a rebater com rispidez as afirmações do jornalista Amaury Ribeiro Jr. sobre seu envolvimento em um suposto esquema de espionagem contra o então governador mineiro, Aécio Neves (PSDB) - eleito senador no último dia 3 de outubro. Itagiba foi apontado por Amaury, em depoimento no dia 15, como responsável pela "obtenção de informações" sobre Aécio para beneficiar o atual candidato tucano à Presidência, José Serra.

"No fundo, ele (Amaury) é um covarde, porque não faz acusação nenhuma. Ele joga para lá e para cá - diz que alguém disse ou alguém falou", afirmou o deputado. "Essa é a atitude típica de covarde, da pessoa que não tem nenhum instrumento que confirme as suas declarações."

Itagiba - que é deputado federal, foi chefe de inteligência de José Serra no Ministério da Saúde e não conseguiu se reeleger nas eleições deste ano - negou envolvimento em atos de espionagem e acusou o PT pela elaboração de dossiês contra tucanos.

"Como delegado da Polícia Federal, eu sempre presidi inquéritos contra corruptos dessa laia, incrustados dentro do Partido dos Trabalhadores. A prática de dossiês é uma pratica estabelecida, criada e confirmada como uma prática do PT", disse

VOX POPULI - DILMA ESTÁ COM 14 BOLINHAS DE VANTAGEM SOBRE O ZÉ BAND-AID

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CUIDADO COM O SEU VOTO - SE DESTA VEZ O SERRA FUGIR, VAI SOBRAR ISTO PARA O BRASIL

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SEGUNDO O JAZZMAN RICARDO NOBLÁBLÁ, JORNAL NACIONAL, FOLHA E A DIOCESE DE SÃO PAULO SÃO RESPONJSÁVEIS PELA QUEDA DE ZÉ ROJAS NAS INTENÇÕES DE VOTO

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Lambido do Blog do Jazzman

Dilma para cima. Serra para baixo

Com a confirmação do segundo turno, o PT ficou prostrado (nas palavras do presidente do partido, José Eduardo Dutra) e o PSDB bastante motivado.

Logo após divulgação das primeiras pesquisas realizadas após o primeiro turno, sentimentos antagônicos tomaram conta das duas candidaturas. Os petistas ficaram surpresos e apreensivos e os tucanos crentes na possibilidade de virada.

Ao final da segunda semana de campanha em outubro e início da terceira, os três principais institutos (Vox Populi, Ibope e Datafolha) mostraram que Dilma havia ampliado sua vantagem sobre Serra para algo entre 11 e 12 pontos percentuais. Apenas o Sensus mostrou uma vantagem bem mais estreita (5,6 pontos).

Esse novo quadro contribuiu para inverter os sentimentos das duas campanhas. O PSDB ficou nitidamente abalado com os resultados trazidos pelas pesquisas e o PT passou a respirar mais aliviado.

O aumento da vantagem de Dilma pode ser creditado a um conjunto de fatores. 1. Redução das críticas do presidente à imprensa; 2. Maior participação de Lula na propaganda eleitoral de Dilma. 3. Participação de Lula ao lado de Dilma em comícios nos Estados; 4. Carta direcionada a religiosos, onde Dilma se manifestou contra o aborto; 5. Crescimento entre os eleitores de Marina Silva.

Para Serra, a segunda semana de campanha foi ruim. Primeiro o Jornal Nacional cobriu as denúncias que envolvem Paulo Preto e o desvio de recursos para a campanha tucana. Depois houve a denúncia - publicada na Folha de São Paulo de que a mulher de Serra teria feito um aborto; em seguida a produção de panfletos em São Paulo por pessoas ligadas ao PSDB abordando temas religiosos contra Dilma.

Nem mesmo o maior envolvimento de Aécio Neves em Minas e de Geraldo Alckmin em São Paulo resultou no aumento da intenção de votos para Serra no Sudeste.

Dilma entra na última semana de campanha eleitoral com tendência de alta nas pesquisas. Serra, pelo seu lado, entra numa curva descendente.

Como sempre acontece em eleições presidenciais no Brasil quem ganha do primeiro turno tende a ganhar no segundo. Quem lidera no início da campanha tende a vencer a disputa. Tudo indica que tais tendências devem prevalecer mais uma vez.

Assim, Dilma preserva sua condição de favorita. Para o jogo virar a favor da oposição, é preciso haver uma combinação de fatores negativos para a candidata do PT como, por exemplo, surgimento de fato novo grave envolvendo o governo, abstenção elevada no Norte e no Nordeste, e/ou um desempenho muito ruim no último debate da TV Globo marcado para o dia 29/10.

JOSÉ DE ABREU DESCASCA O ZE ROJAS

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ENTREVISTA ESCLARECEDORA COM A FUTURA PRESIDENTA DA REPÚBLICA

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Meus agradecimentos ao Saraiva

UMA SEMANA QUE PROMETE

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A DIFERENÇA É ESTA JOSÉ: O CARINHO DO POVO

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A MAMÃE DESTE IMBECIL DEVE SE ARREPENDER MUITO DE NÃO TER SEGUIDO O EXEMPLO DA MÔNICA SERRA E ABORTADO ESTE JACU DE GALOCHA

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Ô capiau, você também provou a água do mar para sentir se é salgada mesmo?

CAMPANHA TUCANA ESCONDE OS SEUS CADÁVERES

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PARA VER OS DEFUNTOS CLIQUE EM:

TIA CARMELA E O ZEZINHO

MELÔ DO ROBANEL

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Cortesia do Alex

VEJA, INDISPENSÁVEL PARA O JORNAL NACIONAL

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SOB A COORDENAÇÃO DO ITAGIBA, AÉCIO FOI INVESTIGADO NOS "MÍNIMOS" DETALHES

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‘Grupo seguia Aécio Neves’

À PF, Amaury relata que resolveu investigar Serra após saber que um grupo ligado a ele espionava Aécio Neves: “Em dezembro de 2007, tendo tomado ciência de que um grupo clandestino de inteligência estaria seguindo o então governador do estado, Aécio Neves, (Amaury) decidiu investigar quem eram os integrantes do tal grupo e a motivação de seus trabalhos”.

Mais tarde, ele descobriu quem eram os integrantes do grupo clandestino. Diz o depoimento: “Obteve informação de que se tratava de grupo que trabalhava para José Serra, sob o comando do deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ)”.

ELE SABE TUDO - O "ESPECIALISTA" EM AÉCIO NEVES

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Conta prá nós Itagiba, conta, conta tudinho!

O FARSANTE DAS GERAIS - ACUADO POR DENÚNCIA DE MANDO DE ARAPONGAGEM, AÉCIO TIRA A MÁSCARA E ATACA LULA

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Aécio troca discurso pós-Lula por postura anti-Lula
Senador eleito por MG diz que 'por suas últimas atitudes, o presidente terminará seu governo menor do que iniciou'

Christiane Samarco - O Estado de S. Paulo

A radicalização da campanha eleitoral levou o ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) a se mover do discurso do pós-Lula para uma postura anti-Lula. Depois de passar oito anos provocando incômodos no PSDB por conta da boa relação pessoal com o Planalto, Aécio afirma agora que "por suas últimas atitudes, o presidente terminará seu governo menor do que iniciou", e mais: Sugere que Lula faça um "mea-culpa" depois da eleição, reconhecendo os "excessos" para assegurar uma transição "serena e pacífica", independentemente de quem seja o vencedor.

Em entrevista ao Estado, o senador mineiro confessa estar "decepcionado" com o chefe da Nação que "se despe da função presidencial e vira cabo eleitoral" para atacar o candidato da oposição. Mais do que uma queixa, ele diz que sua intenção é fazer um alerta em defesa da democracia e da paz na política. "Entre a chefia de Estado e a chefia de um grupo político, Lula opta claramente pela segunda e presta um desserviço àquilo que ele próprio ajudou a construir, que foi a democracia no Brasil", afirma. A seguir, a entrevista.

Como o senhor avalia o comportamento do presidente Lula nesta reta final da campanha?

É triste o figurino que o presidente resolveu vestir ao final desta campanha, com atitudes absolutamente impróprias e esquecendo que é o presidente de todos os brasileiros. Ele optou, como diz o Serra, por ser o presidente de uma facção. É triste e preocupante ver como as instituições de Estado se colocaram a serviço de um mundo político. A própria Polícia Federal, neste papel absurdo e ridículo que fez nestes últimos dias, criando versões que possam atender aos interesses do PT. A democracia que foi conquistada por tantos brasileiros não merecia, no momento de sua consolidação e amadurecimento, assistir a cenas como estas que não engrandecem o País. É desolador ver a forma como o presidente está terminando esta campanha.

.O senhor acha que o presidente está trocando a faixa presidencial pela camisa de militante partidário?

Sempre tive uma boa relação pessoal com o Lula que sempre busquei preservar. Eu reconheço os avanços que houve no governo dele mas, por estas últimas atitudes, o presidente Lula, passadas estas eleições, termina seu governo menor do que iniciou.

Isto compromete de alguma forma a relação entre governo e oposição na próxima administração, qualquer que seja o resultado da eleição?

O que me preocupa é que esta postura de dirigentes do PT e do próprio Lula, independentemente do resultado eleitoral, crie no País um clima de muito maior acirramento e radicalização, no período pós-eleitoral, do que seria adequado e se esperava.

No cenário atual, a transição para o próximo governo corre risco?

Não acredito que corra risco, mas buscar vencer o adversário é uma coisa, e tentar dizimá-lo, é outra. Quando não há palavra de equilíbrio e ponderação das maiores autoridades do País, recomendando cautela e prudência e esses exemplos não vêm de cima, é claro que o pós-eleição pode ser mais radicalizado do que seria bom para o Brasil, independentemente do vencedor.

No ponto em que a radicalização está hoje, dá para recompor as relações políticas entre petistas e oposição?

Todos nós que somos responsáveis temos que trabalhar nesta direção. Mas as últimas ações do presidente não contribuem e vão na direção inversa, a do acirramento. As últimas declarações dele foram imprudentes e equivocadas e não contribuem para o que é essencial: uma sucessão serena e tranquila, qualquer que seja o futuro presidente. Infelizmente, Lula não tem contribuído de forma positiva para sua própria transição.

Abertas as urnas, o senhor avalia que o presidente terá de fazer um gesto pela pacificação?

Acho que o presidente Lula acabará fazendo um mea-culpa, vai compreender que cometeu excessos nesta campanha e que sua figura representa muito mais que apenas um cabo eleitoral. Ele próprio fará um gesto para preservar sua imagem que é um patrimônio importante diante de tantos brasileiros que não votaram nele, mas que o respeitam, como eu próprio. Todos nós, independentemente do resultado eleitoral, temos que trabalhar para que a transição seja absolutamente serena e pacífica porque os governos passam e a democracia deve ser permanente".

Suas observações são uma queixa ou o senhor faz um alerta ao País?

Acho que é mais um alerta e uma certa decepção de quem sempre reconheceu valores no presidente. Eu continuo reconhecendo, mas acho que ele ultrapassou os limites daquilo que seria adequado a um chefe de Estado. Entre a chefia de Estado e a chefia de um grupo político, Lula opta claramente pela segunda e não é algo que contribua. Com estas ações, ele presta um desserviço àquilo que ele próprio ajudou a construir, que foi a democracia no Brasil.

Oposição e até aliados do presidente sempre disseram que Lula é fundamental para impor limites aos grupos mais radicais do PT. Agora, como fica?

Quando Lula eleva muito o tom, ele incita os setores mais radicais do partido. O que fica é que seus liderados se acharam no direito de agir de forma ainda "mais irresponsável" e isto certamente é preocupante. O presidente deixa uma mancha em sua trajetória ao final de seu governo.

Isso muda o comportamento do PSDB na reta final da campanha?

A estratégia não muda, mas é o momento de deixar um alerta. Há preocupação. Não se sabe como os liderados do presidente Lula recebem esta sinalização do presidente. Vamos ficar na expectativa de que agressões não ocorram. De nossa parte vamos enfrentar isto sempre com muita tranquilidade e serenidade. A orientação do partido à militância tucana é para que não aceitem qualquer tipo de provocação nesta última semana de campanha.

A MÃE DO CAETUCANINHO CARDOSO, DONA CANÔ, É 100% DILMA!

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"NãO sE LArgA uM Líder feRIdO na EsTRADa a tROcO dE nAdA. NãO coMetAm esse ERRo."

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O PROTEGIDO PAULO PRETO

Delegada que prendeu engenheiro por receptação de joia roubada sofreu pressões do alto escalão do governo paulista para liberar o arrecadador tucano Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira

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Nos últimos dias, integrantes do PSDB voltaram a fazer contorcionismos verbais na tentativa de reduzir a importância do engenheiro e ex-diretor do Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, personagem revelado em agosto por ISTOÉ que tem trazido constrangimento para a campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra. Até agora, era sabido que Paulo Preto, além de ex-diretor da estatal responsável pelas principais obras viárias de São Paulo, virou alvo de acusações de líderes do PSDB porque teria dado sumiço em R$ 4 milhões arrecadados de forma desconhecida para a campanha tucana. Sentindo-se abandonado, depois que o candidato do PSDB ao Planalto negou conhecê-lo, Paulo Preto fez ameaças públicas e passou a ser defendido por Serra. Todo esse enredo já seria suficiente para mostrar a influência do engenheiro, cuja força a campanha do PSDB insiste em tentar diminuir. Mas os bastidores da prisão de Paulo Preto, há quatro meses, por receptação de joia roubada, são ainda mais reveladores do peso do ex-diretor do Dersa nas hostes tucanas.

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IRREGULAR


TCE condena Paulo Preto e o diretor-presidente do Dersa


por contrato sem licitação em obra do rodoanel

O engenheiro foi preso em flagrante no dia 12 de junho, na loja de artigos de luxo Gucci, dentro do Shopping Iguatemi, no momento em que negociava ilegalmente um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil. Detido pela polícia, Paulo Preto foi encaminhado ao 15° DP, localizado no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. Por coincidência, estava na delegacia naquele momento, registrando uma ocorrência, o deputado Celso Russomano (PP-SP). Ali ele presenciou uma cena pouco usual. A delegada titular do distrito, Nilze Baptista Scapulattielo, conforme Russomano contou a ISTOÉ, foi pressionada por autoridades da Polícia Civil e do governo de São Paulo para livrar o engenheiro da prisão. “Ela recebeu ligação do Aloysio (Nunes Ferreira, ex-chefe da Casa Civil), do delegado-geral, do delegado do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), isso tudo na minha frente, para aliviar o Paulo Preto. A pressão era para não prendê-lo em flagrante delito”, disse Russomano.

Ou seja, dois meses depois de ter sido demitido da Dersa, o ex-diretor ainda era tratado com privilégios por membros da cúpula do governo paulista. Para defendê-lo, foram capazes até de agir ao arrepio da lei, que deveria valer de maneira igualitária para todos. Mas as pressões não foram suficientes para tirar do prumo a delegada, que cumpriu suas obrigações profissionais. Nilze Baptista é conhecida no meio policial pela competência e pulso forte. Além de prender Paulo Preto, enquadrou o engenheiro como receptador de joia roubada. No boletim de ocorrência, Nilze Baptista disse que, durante a detenção, foram encontrados R$ 2.742 na calça e R$ 8.500 no bolso da jaqueta bege de Paulo Vieira de Souza. Escapou-lhe, porém, um pequeno detalhe que joga um ingrediente ainda mais peculiar no episódio. “Quando Paulo Preto foi flagrado pela polícia, também havia dinheiro nas meias”, revela Russomano. Durante a ação policial, os agentes ainda apreenderam com Paulo Preto um veículo esportivo de luxo BMW Z4 2009/2010, avaliado em R$ 250 mil. Horas depois, o veículo foi liberado. Já o engenheiro passou dois dias no xadrez.

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DINHEIRO


Policiais encontram mais de R$ 11 mil


nas roupas do engenheiro

Em breve, Paulo Preto também poderá ter de se explicar por suas estripulias na esfera administrativa. Ao rejeitar as acusações sobre a suposta atividade de arrecadador informal do PSDB, o engenheiro estufa o peito para falar de suas qualidades de administrador probo e eficiente. Mas diversas ações abertas pelo Ministério Público de São Paulo desde 2008, para investigar problemas em contratos do Dersa, sugerem um quadro bem diferente do que pinta o ex-diretor. Há, por exemplo, sete investigações em curso sobre irregularidades e superfaturamento no pagamento das indenizações de desapropriação de imóveis para obras, como o trecho sul do rodoanel. Os promotores também apuram eventual prejuízo ao erário na execução do contrato firmado com o consórcio responsável pela mesma obra, tanto na “metodologia empregada para a construção de pontes” como no “emprego de material diverso do ajustado”. O trecho sul do rodoanel custou aos cofres públicos R$ 5 bilhões.

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Muitas dessas apurações partiram de processos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), que no início de setembro condenou um contrato de R$ 1,4 milhão, firmado sem licitação pelo Dersa com o chamado Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental (IIEGA). O termo de parceria foi assinado em junho de 2007 por Paulo Vieira de Souza, então responsável pela engenharia, e o diretor-presidente do Dersa, Thomaz de Aquino Nogueira – que foi multado em R$ 16 mil. Para os conselheiros do TCE-SP, o Dersa não conseguiu justificar a escolha da contratada “em detrimento de outras instituições ou empresas habilitadas a prestar os serviços” e a “ausência de elementos utilizados para a avaliação da economicidade”. Curiosamente, o instituto de ecologia foi criado pelo cientista José Galizia Tundisi, que presidiu o CNPq durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na gestão de Tundisi, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou várias irregularidades e chegou a multá-lo por conta do aumento ilegal de 160% no valor de um contrato milionário firmado com a IBM.

Apesar das evidências envolvendo Paulo Preto, o PSDB e José Serra continuam a tratar o tema como um assunto de pouca importância. Embora tenha nomeado uma das filhas do ex-diretor do Dersa, Tatiana Arana Souza Cremonini, para cargo de confiança, no mês em que assumiu o governo de São Paulo, Serra disse que não teve responsabilidade pela contratação quando foi questionado sobre o indício de “nepotismo” em entrevista ao “Jornal Nacional” na terça-feira 19. Tatiana trabalha no cerimonial do Palácio dos Bandeirantes, com salário de R$ 4.595 e, segundo fontes ouvidas por ISTOÉ, era vista com frequência ao lado do então governador. Hoje, Tatiana está de férias. “Essa menina foi contratada – eu não a conhecia, não foi diretamente por mim – para trabalhar no cerimonial que faz recepções, que cuida de solenidades e tudo mais. Sempre trabalhou corretamente. Inclusive eu só vim a saber que era filha de um diretor de uma empresa muito tempo depois”, afirmou o tucano. Durante sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, Serra contratou a mesma filha de Paulo Preto para um cargo de confiança na SPTuris.

As últimas revelações levaram os líderes do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo a pedir a abertura de uma CPI para apurar o caso. Em Brasília, os petistas, com o apoio de parlamentares do PDT, agiram em outra frente. Na terça-feira 19, protocolaram na Procuradoria-Geral da República representações pedindo a investigação de denúncias. A representação do PT é assinada pelos deputados Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara, e por Fernando Ferro (PE), líder do PT. “Ele (Paulo Preto) é réu confesso. Depois das informações sobre o sumiço do dinheiro arrecadado para a campanha, ele deu entrevista dizendo que ninguém deu mais condições de as empresas apoiarem a campanha. Além disso, há sinais claros de enriquecimento ilícito, por isso pedimos a investigação dos fatos e das confissões feitas por Paulo Vieira. É dinheiro público, há evidência de corrupção”, afirmou Vaccarezza.

Colaborou: Alan Rodrigues


“Ele tinha dinheiro na meia”

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“Ela recebeu ligação do Aloysio, do delegado-geral e do delegado do Decap”



ISTOÉ – O sr. testemunhou a prisão do Paulo Preto?


Celso Russomano – Foi uma coincidência. Eu tinha ido ao 15° Distrito para resolver um outro problema envolvendo um segurança particular de um condomínio, que estava determinando quem podia e não podia estacionar em um espaço público. Quando eu cheguei à delegacia, a delegada titular do distrito me contou o que estava acontecendo. Ela me disse que o Paulo Preto estava lá e vi que ela estava sofrendo uma pressão grande.

ISTOÉ – Pressão de quem?


Russomano – Ela recebeu ligação do Aloysio (Nunes Ferreira), recebeu ligação do delegado-geral, do delegado do Decap, isso tudo na minha frente, para aliviar o Paulo Preto. A pressão era para não prendê-lo em flagrante delito. E aí eu até a aconselhei, dizendo para ela agir da forma correta. Disse até que ela não poderia prevaricar, senão seria crime. Ainda perguntei para ela: “Como a senhora vai explicar para o segurança e o gerente da loja que estão aqui?”

ISTOÉ – E o que ela disse?


Russomano – Ela disse, na frente do batalhão de advogados que estava lá, que realmente não poderia fazer nada errado e que se o Paulo Preto tinha sido encontrado com joia roubada ele era mesmo receptador. Ela então me relatou que quando o Paulo Preto foi preso e conduzido para o distrito havia sido encontrado dinheiro nas meias, na calça e na jaqueta. Ou seja, em todo lugar da roupa dele tinha dinheiro.

ISTOÉ – O que aconteceu depois?


Russomano – Depois dessa história várias pessoas me procuraram dizendo “É, você estava na delegacia, tal, esse cara é um cara que você precisava conhecer...” Respondi que não precisava conhecer, não. Conhecer por quê? Aí me disseram que hoje ele tem muita força.

A PF QUER SABER QUEM ENCOMENDOU AO JORNALECÃO DE ALUGUEL, O ESTADO DE MINAS, O DOSSIÊ CONTRA JOSÉ SERRA

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DICA DO LÍNGUA

Lambido do Hoje em Dia

Amaury vai prestar novo depoimento na segunda-feira

Jornalista apontado como responsável por dossiê será ouvido novamente pela Polícia Federal na segunda-feira


O jornalista Amaury Ribeiro Júnior, apontado pela Polícia Federal (PF) como responsável por encomendar a violação dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB e ao presidenciável tucano José Serra, vai prestar novo depoimento, segunda-feira, em Brasília. A informação é do advogado Adriano Bretas, que assumiu a defesa do jornalista.

No último depoimento, Amaury Ribeiro Júnior confirmou que iniciou as investigações em 2008, a partir de informações de que um “grupo clandestino de inteligência” estaria seguindo o então governador Aécio Neves (PSDB). A PF quer saber agora quem encomendou os documentos ao jornalista e quem pagou pelo serviço.

Para realizar as investigações, visando também pessoas ligadas a Serra, Amaury Ribeiro Júnior fez “várias viagens” em 2008 e 2009, principalmente para São Paulo e Brasília. O jornalista sustentou no depoimento que “as despesas de viagem e de obtenção dos documentos foram custeadas pelo órgão de imprensa no qual trabalha, ou seja, o Estado de Minas”.

Ele também informou à PF que “se afastou formalmente do ‘Estado de Minas’ no dia 16 de outubro de 2009”, tendo gozado antes disto férias de 30 dias. O jornalista disse que, ao sair da empresa, fez um relatório “de todo o material colhido ao longo de sua investigação”, tendo deixado uma cópia com a empresa e ficado com uma outra, em seu notebook, para publicação de um livro.

A direção do ‘Estado de Minas’ negou, em nota, que tenha pago viagens de Amaury. Conforme o jornal, ele trabalhou como repórter de 25 de setembro de 2006 a 15 de outubro de 2009. No dia 25 de setembro de 2009, entrou em férias até 14 de outubro. No dia seguinte, teria pedido demissão. O jornal garante que nenhuma viagem do jornalista no período de férias foi custeada pela empresa, que não faz menção ao relatório feito por Amaury Júnior.

De acordo com a investigação da PF, ele encomendou cópias de declarações de Imposto de Renda ao despachante Dirceu Garcia, em setembro de 2009. Adeilda Ferreira, da agência da Receita na cidade de Mauá (SP), foi contatada por intermediários e levantou os dados no dia 8 de outubro de 2009. Amaury Júnior viajou a São Paulo em busca dos dados e pagou R$ 12 mil a Garcia, de acordo com depoimento do despachante.

Já trabalhando para o ‘Estado de Minas’, Amaury Júnior passou a levantar informações contra Serra porque havia indícios de que um grupo de arapongas ligado ao ex-governador paulista e sob comando do deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria investigando Aécio, na época cotado para ser o candidato tucano à Presidência.

A partir de suas investigações, Amaury Júnior passou a obter documentos em cartório, juntas comerciais, órgãos de Justiça no Brasil e nos Estados Unidos. O repórter recolheu procurações e outros documentos sobre a existência de empresas sediadas em paraísos fiscais (offshore), em nome da filha de Serra, Verônica Allede Serra, e de seu marido, Alexandre Bourgeois. O jornalista apurou também que essas empresas funcionavam no mesmo escritório nas Ilhas Virgens operado por Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da Área Externa do Banco do Brasil no Governo Fernando Henrique Cardoso, responsável pela montagem dos consórcios que participaram dos processos de privatização.

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Anastasia vê absurdo na associação com Aécio

IPATINGA – O governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), classificou como um “absurdo” tentar ligar o ex-governador Aécio Neves (PSDB) ao dossiê contra o candidato tucano à Presidência, José Serra (PSDB).

Anastasia disse que o ex-governador já se pronunciou sobre a questão, rechaçando qualquer envolvimento com o dossiê. “Já houve uma nota do senador Aécio Neves, demonstrando o absurdo dessa afirmação”.

O governador eleito percorre o interior para reforçar a campanha de Serra. O tucano ressaltou que o candidato a presidente do PSDB ainda pode superar a adversária, a candidata a presidente do PT, Dilma Rousseff.
Conforme pesquisa divulgada pelo Datafolha, a petista está com 12 pontos de vantagem sobre o rival tucano.

Antonio Anastasia aproveitou para reiterar compromissos de campanha e informou que, por exemplo, definirá, no início do próximo ano, o local de construção do Centro de Internação de Adolescentes (CIA) no Vale do Aço. “Os compromissos estão todos afirmados. No caso da questão da internação dos adolescentes infratores, despachei esta semana o pedido para debatermos o assunto; devemos ter a definição do terreno e instalação no início do próximo ano”, relatou.

O governador reeleito lembrou que irá aguardar o fim das eleições presidenciais para definir a sua equipe de Governo.Os partidos aliados, que não tiveram alguns caciques eleitos, pleiteiam um espaço na próxima gestão do tucano.

Temos que esperar o término das eleições presidenciais para definirmos como será o espaço político e, depois, conversarmos com os partidos que nos apoiaram”, disse o governador Antonio Anastasia.

O tucano reafirmou o compromisso de duplicar a BR-381. “Esperamos, com a vitória dele (Serra), que haja a duplicação da rodovia. A nossa bancada federal, os dois senadores eleitos mais o senador Eliseu Resende e os deputados federais vão cobrar de forma veemente, rigorosa e firme junto do Governo federal para que haja a duplicação do trecho Belo Horizonte a Valadares”, afirmou ele.

 

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