KENNEDY ALENCAR: O GOVERNO LULA AGIU COM RESPONSABILIDADE

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Só tenho quatro reparações a fazer sobre este artigo do Kennedy Alencar:

A primeira: Faltou avisar à Míriam Leitão, ao Sadenberg e a certos economistas, que por sinal, nosso companheiro Augusto da Fonseca, do blog FBI, se incumbiu em descobrir quem são e onde moram, pois só eles que não viram o governo agir e, por essa mesma razão, devo acreditar que isso justifica as previsões econômicas catastróficas que fazem para o Brasil.

A segunda: Quanto ao José Serra, aquele governador que desapareceu enquanto a FIESP e seus filiados, comandados pelo rufião Paulo Skaf, demitiram mais de 400.000 trabalhadores (para chantagear redução de impostos e obter recursos a baixo custo, enquanto faziam estrondosas remessas para o exterior) em São Paulo, mas agora ele aparece na mídia para dizer que o governo federal e Banco Central nada fizeram durante a crise.

Terceiro: Avisar ao Congresso Nacional e ao Judiciário (conhecidos esbanjadores da república), que as medidas de contenção de despesas também se estendem a eles.

Quarto: Lembrar os Prefeitos e Governadores da trinca PSDB, DEM e PPS, os adeptos da farsa do "Xoque de Jestão", que este Língua de Trapo não engoliu o golpe dado no Governo Federal pelos três partidos mais corruptos do Brasil, a tal da "rebelião dos prefeitos esbanjadores".

Fora isso, continuo pensando que o Kennedy Alencar é aquele tipo que morde, mas depois assopra.


Brasil fez a lição de casa
18/04/2009

Na economia, o governo Lula agiu com responsabilidade. Isso é um fato. O chamado inchaço da máquina pública é controverso.

Há bons argumentos que justificam aumentos de despesas correntes, tão criticadas por economistas mais afinados com o pensamento do mercado financeiro. Nesses gastos, há merenda escolar, repasses aos hospitais, contratação de mais funcionários, reajustes do funcionalismo.

O governo atual alega que tentou recompor a máquina pública, valorizando carreiras importantes do Estado. A Polícia Federal recebeu aumentos salariais polpudos. A Receita Federal e a burocracia de agências reguladoras também.

Há bons argumentos contra o aumento de despesas correntes. Diminui a margem para os investimentos, que são gastos em obras novas. Por exemplo: construir uma estrada é investimento. Mas conservá-la é custeio. Ora, ambos os gastos são importantes. Ao elevar as despesas correntes, Lula cria gastos permanentes que precisarão ser financiados. Até setembro do ano passado, a administração petista nadou numa onda de prosperidade mundial. Hoje temos uma crise. A arrecadação de impostos caiu.

Demonizar o gasto corrente é ideológico. Pedir maior racionalidade a esse tipo de despesa, não. É fundamental para o Brasil melhorar a qualidade do seu gasto público.

Nesse cenário de cobertor curto, como enfrentar a crise e administrar o país? O governo Lula reduziu o superávit primário --a poupança que faz todo ano para pagar a dívida pública. A meta anual de 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) caiu, na prática, para 2,5%. O presidente fez a coisa certa.

Quando assumiu o poder, em 2003, Lula elevou o superávit primário. Naquela época, a dívida pública correspondia a 53% do PIB. Hoje, está entre 37% e 38%. Estima-se que possa se aproximar dos 40% nos próximos dois anos. O próprio mercado financeiro acha que é um número bom e que a redução do superávit permitirá um manejo sustentável, para usar o termo da moda.

Isso foi possível porque o Brasil fez a lição de casa nos últimos anos. Não é mérito só de Lula, mas muito do mérito é do petista. Ele soube agir com responsabilidade na economia, equilibrando-se entres ações ortodoxas e heterodoxas.

O rigor fiscal e monetário caminhou ao lado de políticas expansionistas, como incentivo ao crédito consignado, aumento do crédito agrícola, elevação do crédito em geral, ampliação corretíssima de programas sociais. A lista é longa. E o nosso mercado interno anda surpreendendo positivamente em tempos de crise.

Portanto, esse negócio de superávit alto pelo resto da dívida é discurso ideológico. Não se faz sacrifício indefinidamente. É preciso uma contrapartida num momento de crise mundial e no qual todos os países seguem uma receita que exige do estado a elevação de suas despesas.

4 comentários:

josaphat disse...

Língua, você já viu isso aqui?

http://www.fnpj.org.br/

Não quero ser preconceituoso, mas será que vai atrair as conhecidas aves ciconiformes?

YvyBrussel disse...

Excelente post, Luiz !

Abrs

MOITAVERDEJANTE disse...

GRANDE "LÍNGUA"!!! COMO SEMPRE MATANDO "A PAU"!! NEM GASTO MAIS MEU TEMPO FALANDO DA MÍRIAM LEITOA. A "FUNESTA" FIGURA JÁ ENCHEU MEU SACO !!!

José Paulo Guedes disse...

O Kennedy é ciclico.
Ora uma no cravo, ora outra na ferradura.
Mas q tem tucano arrancando as penas do rabo, com certeza tem.

 

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