OS PORÕES DE MINAS GERAIS - CASO BRUNO, MUITO MAIS DO QUE UM CRIME BÁRBARO QUE VIROU ESPETÁCULO DE MÍDIA

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Lambido do Novo Jornal

A culpa é de Dr. Jarbas Soares e Dr. Alceu Marques

Com imagens de degolas, envenenamentos e cães devorando pessoas, o sono do atual procurador-geral Alceu e do ex, Jarbas, não deve ser tranquilo


O que o Novojornal noticiou e quase provocou seu fechamento agora se comprova. Com a participação e omissão da Procuradoria de Justiça, Minas se transformou em terra da barbárie.

Tudo começou anos atrás quando o Ministério Público mineiro convocou o ex-vice-governador, ex-ministro e ex-deputado federal Walfrido dos Mares Guia para depor no caso da morte da modelo Cristiana Aparecida Ferreira.

Como num passe de mágica, chega pelos fundos do prédio da Procuradoria de Justiça de Minas o ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira. Objetivo: interferir na condução das investigações do crime da modelo ocorrido no San Francisco Apart Hotel.

A partir daquele momento, o depois comprovado mensaleiro introduziu o germe da conivência e omissão na Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais, transformando a Procuradoria de Justiça em instituição política e apêndice da classe dominante mineira. Seja a política ou econômica.

Através de convênio, trouxe o aparato da “Polícia Militar política” para suas instalações, legitimando a prática. E o dever de fiscalizar os procedimentos da Polícia Judiciária, que é a Polícia Civil, foi abandonado.

Investigações, só aquelas que não incomodavam o poder. Nem mesmo diante do sequestro da esposa de um de seus membros, Dr. Leonardo Barbabela, a procuradoria-geral agiu.

O Novojornal teve acesso a um “Relatório Confidencial” entregue ao Ministério Público Estadual em 2008, onde é informado que o veículo tomado no sequestro, pertencente à esposa de Barbabela, teria sido levado a mando de Cláudio Mourão, caixa da campanha de Eduardo Azeredo, para ser desmontado em “Vespasiano”.

A leitura deste “Relatório Confidencial” assusta.

Inquéritos que envolvem autoridades do Legislativo, Executivo e Judiciário passaram a ser avocados pelo procurador-geral e literalmente sumiram.

Crimes bárbaros como o do assassinato da modelo e o da degola foram esquecidos. Porém, o solo fértil para novos crimes já estava criado.

Agora aflora outro caso bárbaro. O principal suspeito de assassinar e ocultar o corpo de Eliza Samúdio, de 25 anos, desaparecida desde o início de junho, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi identificado no ano passado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas como um homem "programado para matar" e cujos serviços costumavam ser requisitados por policiais.

De acordo com o presidente da Comissão, deputado Durval Ângelo (PT), embora tenha sido excluído em maio de 1992, Bola se apresentava como policial civil e mantinha "muitos tentáculos" na corporação até ser preso na noite da última quinta-feira.

Esta semana, a Comissão cobrará formalmente agilidade da Corregedoria-Geral de Polícia Civil nas investigações que apuram a denúncia sobre a atuação de uma suposta organização de extermínio no Grupo de Respostas Especiais (GRE). O esquema foi levado pelo então inspetor do GRE, Júlio Monteiro, à Comissão, que o denunciou à Corregedoria em maio de 2009.

O sítio no bairro Coquerais, em Esmeraldas (MG), onde na semana passada foram feitas buscas pelo corpo da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, era alugado por Bola e serviu de treinamento para a equipe de elite da Polícia Civil mineira. Criado em 2004, o GRE teve sua imagem manchada por denúncias de compra fraudulenta de veículos, extorsão e crimes de ameaça.

"Infelizmente o inquérito caminha a passos de tartaruga", observou Ângelo. "Parece estar se comprovando aquilo que nós dizíamos na época, que o Bola era um cara programado para matar, que ele terceirizava as mortes, inclusive prestando serviços para policiais. Ele tinha muitos tentáculos na polícia."

Por causa das denúncias, Ângelo recebeu ameaças de morte e três pessoas precisaram ser incluídas no Serviço de Proteção a Testemunhas. Dois jovens e um motorista de táxi são apontados como vítimas do suposto grupo de extermínio. A denúncia diz que a organização utilizava um método de assassinato e ocultação de cadáver semelhante ao que foi descrito pelo adolescente J., de 17 anos, primo de Bruno, em relação a suposta morte de Eliza.

A Polícia Civil informa que a denúncia ainda está sendo investigada pela Corregedoria-Geral e confirma que o inquérito é acompanhado pelo Ministério Público.
Até o momento, 45 pessoas já foram ouvidas, entre elas Bola.

O ex-policial cumpre prisão temporária na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, também na região metropolitana da capital mineira.

Bola ainda não foi ouvido pelos delegados responsáveis pelo inquérito. A Polícia Civil mineira considera o seu depoimento como fundamental para a investigação.

Rodrigo Braga, advogado do ex-policial, diz que seu cliente nega qualquer envolvimento com o desaparecimento de Eliza ou com o suposto grupo de extermínio do GRE.

A sociedade civil indefesa assiste assustada a tudo.

3 comentários:

RC disse...

A cúpula da polícia de MG vai à TV dizer que o tal de Bola não era instrutor, e logo em seguida a TV passa vídeos com o sujeito vestido de instrutor da polícia, treinando policiais... e não acontece nada com a cúpula da polícia por mentir descaradamente!

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RC disse...

Cadê o pai dessa história?

Constituição do Estado de MG:

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Art. 137 – A Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar se subordinam
ao Governador do Estado.

 

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