DADOS DO CAGED CONFIRMAM: O GOLPE DO DESEMPREGO FOI TRAMADO PELA FIESP EM CONLUIO COM A NOSSA PATRIÓTICA MÍDIA

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Eu sei que faltam análises mais profundas sobre estes números, mas pela desproporcionalidade com outras regiões, os dados preliminares indicam que o golpe do desemprego foi tramado pela FIESP em conluio com a Globo, Folha, Estadão, Veja & corja golpista.

Além da desproporcionalidade da desaceração em empresas do mesmo segmento de outros estados, a indústria paulista foi a que mais se beneficiou de recursos com taxas subsidias do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT.

É sabido que a crise é real e é grave, mas o seu acentuamento no Brasil tem um claro e inafastável viés de enfrentamento político e de oportunismo dos empresários. É preciso explorar em profundidade estes dados e estabelecer as correlações apropriadas para elucidar, com precisão, os atores desta patranha.

A orquestração da chantagem é evidente, querem tirar do governo mais recursos e benefícios fiscais além, claro, de tirar dos trabalhadores direitos trabalhistas usando a velha retórica da flexibilização. É preciso ficar atento com estes espertalhões.

Mas como para quem sabe ler um pingo é letra, tirem suas próprias conclusões lendo as reportagens abaixo.


Lambida 1 - São Paulo lidera queda no nível de emprego com carteira assinada em dezembro
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Com a alta do desemprego da indústria de transformação, o estado de São Paulo apresentou a maior queda no nível de emprego formal no mês de dezembro de 2008. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (19), pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, São Paulo perdeu 285.532 postos de trabalho em dezembro.

O segundo estado em que foram registradas mais perdas de postos de trabalho foi Minas Gerais, com 88.062 empregos a menos. O Paraná é o terceiro da lista, com saldo negativo de 49.822 postos de trabalho com carteira assinada. O ministro do Trabalho afirmou que o governo deve anunciar medidas para conter a queda no emprego nos setores mais afetados pela crise.

“Temos que tomar medidas mais fortes. A queda da taxa de juros irá ajudar a indústria da transformação”, disse Lupi, acrescentando que o momento é de ter cautela. “Penso que o momento de crise não é de se retirar direitos. É momento de sentar, como pessoas civilizadas, sem acusação, e discutir saídas que não tirem empregos e direitos do trabalhador.”

Assim como fez presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que minimizou os efeitos da crise no Brasil, afirmando que ela seria uma “marolinha”, Lupi disse que “toda onda acaba em espuma”. “A onda já está acabando e vocês se surpreenderão com a reação do mercado de trabalho brasileiro a partir de março”, disse o ministro do Trabalho.

Para ele, o pior momento da crise econômica no país já passou. “O Brasil não viverá momentos mais graves do que já viveu. Teremos os meses de janeiro e fevereiro fracos na geração de empregos, mas positivos e teremos, em março, o começo da retomada forte na geração de empregos”, afirmou.

Segundo Lupi, os efeitos das medidas tomadas para conter os impactos da crise no país demoram para chegar ao mercado, o que deve ocorrer, no final do primeiro trimestre do ano. “Isso é todo um processo. Temos linhas de financiamento, que foram feitas entre setembro e outubro, que demoram para chegar a quem precisa. Janeiro e fevereiro são meses de férias escolares e vários setores ficam praticamente paralisados. Mas em março haverá recuperação dos empregos."



Lambida 2 - Setores da indústria paulista utilizaram mais de R$ 2,9 bilhões do FAT, diz Lupi
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, apresentou hoje (19) a relação dos setores econômicos do estado de São Paulo que realizaram operações de crédito com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Ao todo, 17 segmentos da economia paulista pegaram empréstimos de mais de R$ 2,9 bilhões do fundo, a juros entre 5% e 6% ao ano, mais Taxa de Juros de Logo Prazo (TJLP).

A apresentação dos dados foi uma resposta do ministro ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que, na semana passada, desafiou o ministro a mostrar a relação das empresas que haviam utilizado recursos do FAT. Anteriormente, Lupi criticou as indústrias que tomaram empréstimos com recursos do FAT e, mesmo assim, demitiram trabalhadores.

De acordo com a lista divulgada por Lupi, o setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas tomou quase metade dos recursos, no total de R$ 1.192 bilhão. A indústria de transformação ficou logo atrás com o total financiado de R$ 1.157 bilhão.

Lupi reiterou que a continuidade dos financiamentos com recursos públicos têm de estar condicionada à manutenção do emprego.

“O Fundo de Amparo ao Trabalhador, que tem um montante R$ 160 bilhões em depósitos aplicados no BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social] e o FGTS [Fundo de Garantia pelo Tempo de Serviço], que tem aplicado em torno de R$ 200 bilhões no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, por lei, esses dois recursos visam amparar o trabalhador e gerar emprego. Se esses dois recursos não atingirem seus objetivos, não tem porque continuar emprestando dinheiro a quem desemprega, a quem demite”, afirmou Lupi.

O ministro acrescentou ainda que, durante reunião com ministros do trabalho da América Latina e representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na semana passada no Chile, foi assinado um documento em que todos os representantes dos países reiteram a importância de condicionar o empréstimo de recursos públicos à manutenção dos postos de trabalho. As propostas do documento devem ser encaminhadas para debate a outras instâncias multilaterais como o G20 e o G8.

2 comentários:

CrápulaMor disse...

É, eu acho que o discurso das Centrais Sindicais tem muito sentido. Estão queimando a última etapa logo na largada. Empresas que passaram os últimos 5 anos batendo récordes de lucratividade, agora, no primeiro obstáculo, já entram com a demissão de trabalhadores. Acho que existem alternativas menos danosas à população. Nisso, os sindicatos precisam ser ouvidos. Estudiosos e representates patronais alegam que isso já acontece nas "mesas de negociação". Como se isso fosse suficiente! Não é, por um motivo óbvio: os dois lados dessa mesa de negociação não têm a mesma força. Espero que o Governo utilize seus mecanismos para mediar este processo em favor do trabalhador.

Lingua de Trapo disse...

Este céu de brigadeiro desmobilizou as centrais sindicais assim como o poder desmobilizou o PT.

 

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