A crise da vez! Preparem-se, dizem que mundo vai acabar!

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Já que a crise anterior não colou, não desestabilizou o governo, não acabou com a Abin e a Polícia Federal e, tampouco, abalou a popularidade do Presidente Lula, a Globo e o resto do PIG, atacam com uma nova investida, A CRISE DE CRÉDITO.

Apostando na já conhecida fórmula, as edições exibem uma histeria bem coreografada, com misuras dignas do Jim Carrey (O Máscara) para, mais uma vez, levar pânico aos telespectadores e disseminar a desinformação.

Por trás destas ações mafiosas da mídia nacional, esconde-se, ao meu ver, além do ódio pelo sucesso do governo Lula, o favorecimento enviesado àqueles que tiram proveito desta situação. E aí estão os banqueiros nacionais que já passaram a praticar taxas de juros mais elevadas nas operações de consumo bens duráveis, semiduráveis e de consumo, e, de forma coadjuvante, opositores políticos em busca de uma brecha para alavancar seus interesses eleitorais.

Lembre-se que, bem recentemente, tal espetáculo do jornalismo fantástico, foi direcionado em torno da elevação dos preços dos alimentos. Esta elevação, para quem está menos atento a estes assuntos, teve origem, até onde me recordo, com a alta do preço do feijão carioquinha no início do ano, decorrente de um atraso no plantio da leguminosa em 2007.

Coincidentemente, foi no decorrer deste mesmo período que surgiu a crise dos subprimes e, dado aos problemas decorrentes desta, houve um ataque especulativo em todo o mundo sobre as comodities elevando abruptamente seus preços. E este ataque especulativo detonou, em nível global, um processo inflacionário súbito.

Mais uma vez, a mídia mafiosa e seus capangas especialistas deitaram falação a respeito do monstro inflacionário e vaticinaram a sua ressurreição, inclusive, suscitando uma antiga prática, a estocagem de gêneros alimentícios. Absurdo!


Com medidas econômicas acertadas, o governo debelou o surto inflacionário que se principiava, bem como foi arrefecida a sanha expeculativa com a queda brusca das comodities no mercado internacional, decretando-se assim, o fim desta crise.

Retornando ao ponto inicial, ontem, no folhetim matinal bom dia Brasil, o jornalismo espetáculo iniciou suas previsões macabras sobre os impactos da alta do dólar nas importações de produtos natalinos e previu um amargo natal para os brasileiros.

Aí eu pergunto para Miriam Leitão:
- Mas não era o dólar desvalorizado que estava prejudicando o balanço das transações correntes?
- Mas não era este mesmo dólar desvalorizado que ia quebrar a indústria nacional e prejudicar o agronegócio?
- Não era por volta de R$2,60 por dólar a cotação ideal para preservar as exportações da indústria e agronegócio?

Ainda ontem, a Globo e o resto do PIG, centrou munição na elevação dos juros e na elevação das restrições de crédito alegando que os bancos estão morrendo de medo de emprestar dinheiro. Medo de quê? De financiar geladeira, fogão, microondas, computador, carro?

Esta elevação de juros significa, apenas, a gula que as instituições financeiras tem pelo seu dinheiro, assim como foi na dita crise dos alimentos, onde os produtores, atravessadores e principalmente, supermercadistas aproveitaram do clima de histeria criado por esta mídia mafiosa e elevaram o preço de tudo que era parecido ou não com o feijão.

Gostaria de lembrar-lhes que tal propalada e generalizada crise de crédito, que é real e também decorrente da bancarrota dos bancos de investimento americanos, dá-se, neste momento, exclusivamente no mercado interbancário norte-americano e europeu. Isto quer dizer que, os bancos de lá, que dispõem de recursos, não querem arriscar operar crédito entre eles sem quem lhes sejam dadas garantias. E como todos sabem, estão esperando dinheiro de seus respectivos governos, dinheiro de contribuinte é claro, pois a banqueiro cabe qualquer adjetivo, menos idiota.

Definitivamente, este não é um assunto que domino e, devo ter até cometido muitos deslizes técnicos, mas prestem atenção, nossa mídia faz pior!

2 comentários:

Oscar Vareda disse...

Rapaz, admito que não tenho acompanhado de perto essa "monstruosa" crise, tenho visto pouca TV e meu (pouco) contato se resume a algumas manchetes bombásticas que por vezes me chamam atenção em sites por aí...
Já vi coisas do tipo: "crise ameaça ser mais grave que o Crash de 29", "recessão mundial inevitável" e por aí vai.

Poucos jornalistas mantêm um discurso brando, enquanto o restante está nesse frenesi orgasmático que vc relatou.

A Miriam Leitão... A Miriam Leitão... A Miriam Leitão...
Não adianta falar muito dela pq os adjetivos ficarão escassos diante de tão grandiosa capacidade intelectual.

A Revista Veja então...nem pra limpar a bunda. Aquele Diogo Mainardi, putz! Não merece nenhuma linha escrita aqui.

Cara, pra mim, que tenho formação econômica, já é difícil pegar o fio da meada pelo tanto de barbaridades diferentes q publicam por aí imagina o restante da população, me pergunto o que o brasileiro médio pensa disso... Fala-se de crise de crédito, queda nas bolsas, quebra de bancos, recessões cíclicas do capitalismo, inflação global, aumento dos preços dos alimentos etc. É muita coisa, um blablablá sem fim, e não se chega a conclusão alguma. Aliás, é isso que interessa. O importante é desinformar!

Com tanta bomba sendo jogada na cabeça dos brasileiros a única palavra que resta na mente das pessoas é "CRISE". Ninguém tem a mínima noção do que diabos é "Subipraime", "Comóditis", "Uol Istríti" etc.

Como diria o saudoso Mussum, o velho Mumu da Mangueris: "Cacildis! Isso aqui tá uma baguncis! Bota um metro de cachacis pra mim, agoris!"

Parabéns pela acidez do blog, sempre que puder passarei aqui pra conferir.

Amplexos fraternais do Menino do Acre!

Mosca 1 disse...

Estou longe de ser antilulista, mas esse post parece até artigo da CartaCapital... hehe.

 

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