Maria Lúcia Victor Barbosa, Dercy Gonçalves e o ódio a Lula

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A professora e socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa deve estar, a estas alturas, se contorcendo toda com a estonteante popularidade do Presidente Lula. Convenhamos, motivos ela deve ter de sobra e, pelo andar da carruagem, ainda os terá até 2010.

Colaboradora ativa da ONG TERNUMA, uma espécie de caserna onde repousa o ódio reacionário e esquizofrênico da direitona “revolucionária” de 1964, Maria Lúcia empresta seus dotes literários e acadêmicos para dar lustro científico à causa defendida pela ONG, varrer a esquerda da vida política do Brasil assim como fizeram no passado. Não é invenção minha, isto está explícito na página deles, é só o leitor conferir.

Diferentemente dos escribas da mídia corporativa, cujas ideologias provém da grana que recebem para defender as convicções de seus patrões, os colaboradores da ONG TERNUMA são autênticos nas suas posições que, como já disse, beiram à esquizofrenia e revelam, por sua vez, todo o ódio e o preconceito a tudo aquilo que não representa ou faça parte do seu restrito universo.

É neste cenário que são postos no altar dos sacrifícios verborrágicos o Presidente Lula, o PT e as esquerdas, o programa bolsa família, as cotas universitárias, o crédito consignado, enfim, qualquer coisa que se identifique com este governo, isto para não ter que falar sobre Hugo Chaves, Rafael Corrêa, Evo Morales, dentre outros.

Mas para não deixar as coisas assim meio sem pé e sem cabeça, sugiro a leitura do artigo A síndrome do obscurantismo, do também Sociólogo e ensaísta alemão Robert Kurz, pois foi onde encontrei algumas respostas para entender a natureza bestial que inspira não só esta gente, mas segmentos da extrema esquerda também.

Com relação ao texto que reproduzo abaixo, tão logo concluí a sua leitura pensei cá com os meus botões que se a Dercy Gonçalves ainda estivesse viva, ela teria mesmo é mandado Maria Lúcia à merda, para não ter que usar linguagem mais desabrida.


LULA DA SILVA E DERCY GONÇALVES
Maria Lucia Victor Barbosa
8/12/2008

Dercy Gonçalves era uma atriz popular que fazia da esculhambação fator de seu sucesso. Lula da Silva é o presidente da República que buscando o sucesso esculhamba para ser popular. O que os faz semelhantes? O uso de palavrões, pois não sei se Dercy era alcoólatra. O que os faz diferentes? Dercy, a debochada, não estava investida da autoridade do mais alto cargo da República. Lula da Silva está.

Pode ser que tenha se tornado politicamente correto usar palavrões. Que seja interpretado como preconceito criticar o presidente por ele esbanjar palavras de baixo calão que passam pelos tradicionais “p...m”, “p...rra” e mais recentemente o “sifu”. Lembre-se ainda do “ponto G” que o presidente brasileiro agraciou o companheiro Bush ou outros gracejos e gracinhas, ditos no auge do entusiasmo que ocorre nos palanques de onde ele só desce para viajar ao exterior.

Os “adornos” lingüísticos com os quais Lula da Silva entremeia suas falas por sinal muito aplaudidas, talvez possam ser explicados por conta de sua origem sindical e petista. Como ele nunca sabe de nada, certamente ainda não percebeu que deve ser comportar como presidente da República e não como líder de metalúrgicos. Nesse caso, falta alguém do cerimonial ou de sua intimidade palaciana que ouse lhe dizer que não fica bem um presidente tão sem educação, tão sem compostura, tão grosseiro. Enfim, que ele não é Dercy Gonçalves nem animador de auditório e que porta de fábrica é realidade diferente de Palácio do Planalto.

Mas se algum corajoso advertir Lula da Silva sobre a impropriedade de seu comportamento, sobre a necessidade de controlar seus rompantes, provavelmente etílicos, sobre os limites entre o humor e boçalidade, poderá em troca receber um ou mais palavrões com “argumentações” mais ou menos assim: “sou um sucesso, sou a cara do povo e como o povo fala palavrão, o que me identifica com meu eleitorado, vou continuar e ninguém tem nada com isso”.

Mas será que o povo brasileiro fala tanto palavrão? Depende do lugar, como um estádio de futebol, na hora em que o juiz rouba para o time adversário. Em algum momento da intimidade familiar ou de amigos. Diante de certos transtornos do cotidiano como exclamação de contrariedade. Mas não é comum nas conversas diárias soltar o “verbo diarréico”. Também dele não costumam fazer uso, profissionais em geral ao se dirigir aos seus clientes ou pacientes, autoridades em cerimônias públicas. Com exceção, é claro, do governador do Paraná, Roberto Requião, que prima pela linguagem desabrida e pelo estilo truculento.

Naturalmente, alguns membros do governo Lula da Silva são seguidores do chefe. É o caso de Marco Aurélio Garcia, celebrizado por gestos obscenos. E de madame Favre ou Suplicy com seu imortal “relaxa e goza”. Como a primeira-dama parece ter sido agraciada com o silêncio obsequioso, não se sabe se também segue o estilo Dercy Gonçalves, mas se pode imaginar o que é ouvido nas reuniões do PT, quando cadeiradas são desferidas democraticamente. No mais, os ministros de Lula da Silva têm caído às pencas por corrupção, mas não costumam falar palavrões, pelo menos em público. Alguns até podem ter pensado em algum “sifu”, como José Dirceu ou Palocci, mas, se pensaram, engoliram em seco.

Em todo caso, digamos que a imensa popularidade de Lula da Silva transforme seu linguajar chulo em moda. Você diria a uma pessoa: “bom dia”. E ela responderia: “vá à m...”. E assim por diante. Tudo muito natural. Tudo politicamente correto. E coitado daquele que se queixasse de quem o insultou. O preconceituoso seria preso por crime hediondo e inafiançável.

Aliás, na era Lula da Silva o correto, o certo, o elegante é quebrar escolas e bater nos professores. Invadir propriedades produtivas e destruir o patrimônio alheio. Exacerbar a violência, inclusive nas torcidas de futebol. E chic mesmo hoje em dia é ser assaltado. Morrer à espera de atendimento do SUS, de dengue ou de bala perdida, de preferência gritando um palavrão no derradeiro momento, seguido do brado “viva Lula”, esse grande inaugurador de um Brasil feito de mentira, de propaganda enganosa, medíocre e vulgar.

Consola saber que ainda existem, brasileiros dignos. A tragédia que se abateu sobre Santa Catarina mostrou comoventes exemplos de solidariedade e de coragem da população, dos bombeiros, dos militares, de todo o país que se mobilizou para ajudar as vítimas. E se a dor dos catarinenses que perderam parentes, casas, pertences, permanece insepulta, o Estado já se levanta, reorganiza o caos, retoma o trabalho e a produção.

Enquanto isso Lula da Silva, cujo governo não agiu preventivamente em Santa Catarina para impedir a catástrofe, prossegue apenas discursando, gracejando, proferindo impropérios para o gáudio da platéia de bajuladores. Perto dele Dercy Gonçalves é santa.


Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
Quá, quá, quá, quá!

8 comentários:

Mack disse...

Essa tranqueira deve estar há mais de 30 anos sem trepar. Deve estqar doida para SIFU e não acha quem.
Vai comparar "Deus com Zé Buchudo" e misturar com Santa Catarina (loira de zoio azul). Essa anta sabe que Minas, RJ, SP, e todo o NE tem flagelados? Só lembrou dos "alemãozinho"?
Educadamente então: Que essa "senhoura" vá tomar no orifício anal. Dercy diria vá tomar no ..

Marco Antonio disse...

“Enquanto isso Lula da Silva, cujo governo não agiu preventivamente em Santa Catarina para impedir a catástrofe...”
Porra! E eu todo tempo pensando que o LULA fosse Presidente da Republica!
Ainda bem que a “socióloga” me alertou que ele é governador de Santa Catarina.....

Marco Antonio disse...

“Enquanto isso Lula da Silva, cujo governo não agiu preventivamente em Santa Catarina para impedir a catástrofe...”
Porra! E eu todo tempo pensando que o LULA fosse Presidente da Republica!
Ainda bem que a “socióloga” me alertou que ele é governador de Santa Catarina.....

Anônimo disse...

Que bloguinho meia boca hein, Diminha, Dilmiha na plastica só faltou a barba, com carinha feia não ganha nem para sindica de condomínio...

Georges disse...

A grande diferença dela é que não se esconde atrás de um pseudônimo, e defende o que pensa e assina embaixo. Num país que não está acostumado com a liberdade de expressão e a pluralidade de idéias, qualquer um que fala mal do governo acaba sofrendo esse retaliação, ou como se dizia na época da ditadura, patrulhamento ideológico.

Jaysonrex disse...

Achei as colocações de Maria Lucia Victor Barbosa muito certas. Faço referência especial ao livro "O voto da pobreza e a pobreza do voto" que define muito bem o nosso querido Brasil. Afinal, voto livre não tem nada a ver com verdadeira democracia. Hitler também foi eleito livremente pelo povo alemão. Dos esquerdinhas nem se fala. Portanto ...

Geremias disse...

Comunista detesta a democracia, estão acostumados com o totalitarismo. As verdades do artigo acima, deixa todos sem roupas e sem argumentos. A democracia defende a liberdade que querem nos tirar. Falam tão mal da ditadura militar pra depois virem defender a ditadura civil, a ditadura sindical, disfarçada de governo popular.

Kalocsay disse...

Conheci Dercy e Maria Lucia pessoalmente. Lula não.

Maria Lucia nos corredores da UEL, ainda quando escrevia palavras para a Obra "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – a Ética da Malandragem". Obra tão atual!

Conversei com Dercy por aproximadamente duas horas, sem palavrões ou ofensas. Diga-se: mulher educada e culta! Mostrava-se, com seus 95 anos de vida, extremamente preocupada com o futuro da Nação...

Lula foi (é) uma "criação" com objetivos delimitados dentro de uma "quase perfeição"..., porém, com efeitos diversos, sendo que, muitos catastróficos. A atualidade é a prova viva dos efeitos...

A "velha" política do Pão e Circo sempre foram a MARCA no Governo LULA. Fato!

 

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